O Portugal actual... Governado por incompetentes, demagogos, invertidos e mesmo criminosos. Todos subproduto Abrilino. Todos "democratas" da treta cada vez mais ricos num País cada vez mais miserável, imerso na imoralidade e no crime.

29
Mai 09

A Pesada Herança do Fascismo versus A Leve Penúria do Socialismo.

 


Apesar das várias "estratégias" e truques do governo socialista para virtualmente manter a taxa de desemprego em valores inferiores aos reais, o desemprego e a crise económica da classe trabalhadora não pára de aumentar!!!
 
Em três regiões do país, a taxa de desemprego ultrapassou os 10%, nos primeiros três meses do ano: Norte (10,1%), Alentejo (10,2%) e Algarve (10,3%).

Não é a primeira vez que se registam taxas de dois dígitos no país - aconteceu em meados dos anos 90, por exemplo, na região alentejana - mas denota o impacto da crise económica nas empresas portuguesas, sobretudo na indústria, construção e serviços, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE).

É destas áreas que provém a maioria dos novos desempregados do primeiro trimestre. São sobretudo jovens, do sexo masculino, pouco instruídos e que acabaram de perder o emprego, estando a viver sobretudo nas regiões do Norte, Centro e Açores.

O aumento do desemprego nestas regiões vem agravar a situação anterior. Por cada dez desempregados, quatro estão na região Norte, que continua a ser a mais atingida, em grande medida porque é lá que se concentra boa parte da indústria que tem falido, este ano (das 1200 insolvências decretadas no primeiro trimestre, 737 registaram-se nos concelhos nortenhos e 345 no Porto).

O aumento em 58,2 mil do número de pessoas sem emprego, entre Janeiro e Março, fez disparar a taxa nacional de desemprego para 8,9%, acima da verificada na última crise económica, no início desta década; só em 1986 Portugal teve uma taxa mais alta, de 9,2%. Os registos oficiais falam de 495,8 mil pessoas sem trabalho, mas o número real é superior. É que o INE (seguindo regras internacionais) não conta como desempregado quem já desistiu de procurar lugar no mercado laboral, apesar de estar disposto a começar a trabalhar de imediato, se a oportunidade surgir. Nestas circunstâncias estão 67 mil pessoas.

O INE também não considera desempregado (pelo contrário, diz que é empregado) quem está a fazer formação profissional, como o caso dos 4600 trabalhadores que nos últimos meses regressaram à escola com o Governo a pagar a maior parte do salário, uma das medidas de combate à crise. Ontem, citado pela Lusa, o ministro do Trabalho falou de um aumento "significativo" do desemprego, que recebeu "com preocupação".

O mercado de trabalho está a recompensar os trabalhadores com mais habilitações. Enquanto que o número de pessoas a trabalhar com, no máximo, a escolaridade mínima baixou em 102 mil face ao trimestre anterior, já a quantidade de trabalhadores com o secundário cresceu em 22 mil e o de licenciados avançou em dois mil.

No global, contudo, Portugal tinha menos pessoas a trabalhar. No primeiro trimestre, havia quase 5,1 milhões de trabalhadores. Ou seja, em três meses desapareceram 77 mil postos de trabalho.
 
Adaptado do texto de: ALEXANDRA FIGUEIRA


A crise não é para todos!!!
 
No caso dos políticos Portugueses é apenas mais uma altura de estourar o dinheiro dos impostos do Povo Português em mordomias e luxos pessoais! Carros de luxo para serviço pessoal, em substituíção de outros ainda quase novos... TUDO PAGO POR NÓS... desempregados, trabalhadores que ganham 450 euros mês...
 
É ESTA A "DEMOCRACIA" DE OU DA TRETA!!! E NÃO SE ILUDAM!!! NÃO É SÓ PARA POLÍTICOS DE PARTIDOS "GRANDES" COMO O PS... OS "GRANDES COMUNISTAS" DO PCP, OU OS TRAVESTIDOS DO BE TAMBÉM NÃO ABDICAM DAS SUAS MÁQUINAS, pagas por nós POVO, não pelos lobbies que neles votam.
 
É VERGONHOSO!!!!

Recebido por email e publicado a pedido:
 


Segundo parece há uma divisão interna no Partido (dito actualmente) Socialista, para que as iniciais PS passem a significar algo mais adequado as ideias deste Governo bem como ao comportamento de vários dos seus Deputados e Ministros.


As novas e progressistas sugestões são duas:

PS - Pedófilos Sanguessugas

PS - Paneleiros Sorridentes
 


Ao que parece o 1.º Ministro ainda não sabe bem qual lado apoiará...



Reformas em 2030 serão apenas 54% do último salário!!!!!!



 


Em 2030, de acordo com a OCDE, um português vai auferir uma reforma de apenas 54 por cento do último salário recebido.

De acordo com um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) divulgado nesta terça-feira pelo Diário Económico, os portugueses vão ter das pensões mais baixas entre o conjunto dos 30 países mais desenvolvidos do mundo dentro de 20 anos.

Em 2030, segundo o documento, as pensões portuguesas vão corresponder a pouco mais de metade do último salário recebido contra uma média de 90 por cento que podiam contar antes da reforma da Segurança Social.


De acordo com a OCDE, este valor deverá baixar para os 54 por cento, o que colocará Portugal com o sexto valor mais baixo em termos de reformas entre os 30 países mais desenvolvidos do mundo.


FALTA DE VERGONHA NA POLÍTICA PORTUGUESA!!!


Políticos continuam com reformas por inteiro ao fim de 8 a 12 anos de serviço, podendo usufruir das mesmas com qualquer idade, podendo acumulá-las com outras ou mesmo soma-las a outros ordenados de novos postos políticos (ou não) que vierem a ocupar, como o "tacho" de Administrador de Empresa Pública (ou de Capitais Públicos) por exemplo.
 


Extractos do livro ANGOLA, Anatomia de uma Tragédia, General Silva Cardoso, Oficina do Livro.

 
Pg.330/331

"A interpretação jurídica que o Dr. Almeida Santos deu a esta cláusula era que ela obrigava «à consulta directa e universal das populações das colónias, na salvaguarda dos seus interesses dentro de princípios democráticos». Durante algum tempo e em quase todas as suas intervenções públicas, Almeida Santos e a maioria dos novos políticos da época reiteravam este princípio como essencial na definição da política ultramarina dentro da nova ordem democrática que se pretendia não só instituir como consolidar. Ao povo soberano, através do voto, ser-lhes-ia dada a possibilidade de decidir do seu futuro, salvaguardando os seus interesses. Inclusivamente Mário Soares, numa entrevista que em meados de Junho deu ao «Século», afirmou: «Portugal teria o respeito mais absoluto pela vontade das populações livremente expressa, aceitando a independência como uma das opções possíveis do direito dos povos à autodeterminação.»

 

Não me admirava que a grande massa do povo português de todos os continentes aceitasse e compreendesse os princípios que iriam orientar a sua vida nos tempos que se avizinhavam. No entanto, pessoalmente, estava bastante céptico quanto à viabilidade prática da sua aplicação nos territórios ultramarinos. Reportando-me apenas a Angola, onde conhecia bastante bem a situação no terreno, não tinha quaisquer dúvidas sobre a impraticabilidade duma tal consulta, a curto ou médio prazo, visto uma guerra que ali se arrastara durante treze anos ainda não estar completamente debelada. Eu sabia, mas o pior e mais preocupante, era que os senhores do MFA, também o sabiam e nada fizeram para arranjar soluções alternativas sempre subordinadas aos interesses das gentes desses territórios. Algo parecia pouco claro em toda esta formulação de linhas de acção para resolver o problema da guerra que parecia ser um dos grandes objectivos do movimento do 25 de Abril. Foi com esta e outras bandeiras de liberdade, paz, democracia e progresso que mobilizaram e quase convenceram a grande massa do povo português. No entanto, a aceleração que imprimiram ao processo levaria à inevitável reacção e às dúvidas que se começaram a levantar quanto aos verdadeiros objectivos da revolução.

 
As minhas preocupações, decorrentes da agitação que se vivia em todos os sectores da vida nacional, conduziam à conclusão de que a questão do Ultramar, do maior significado para todo o espaço nacional, não iria ser resolvida democraticamente com se pretendia fazer crer mas, tão-somente, por via revolucionária. Só estranhava que um homem com a larga experiência e conhecimento de África como o Dr. Almeida Santos viesse convictamente a defender nas suas intervenções públicas este princípio inquestionável da consulta popular. Ele também devia saber ou ter a consciência de que esse processo era impraticável no contexto social das Províncias Ultramarinas.

 
Já não me admirava com a demagogia do Dr. Mário Soares quanto às soluções que defendia para o problema ultramarino que, em teoria, não se afastavam muito dos princípios constantes do programa do MFA, mas que na prática não tomavam em consideração os direitos da grande maioria das populações que nunca tinham estado envolvidas em qualquer tipo de conflito subversivo ou, tendo estado, acabaram por aderir voluntariamente às forças da ordem. Em Angola, onde tinha permanecido até Setembro de 1973, talvez mais de noventa por cento das suas gentes nada tinham a ver com a guerra e, por isso, a interpretação que Almeida Santos deu ao clausulado do programa relativo à política ultramarina me parecia correcta embora inexequível em termos práticos. O conhecimento que Mário Soares tinha de África, especialmente dos territórios sob administração portuguesa, advinha certamente, aliás como afirmou, dos contactos que mantinha com elementos ligados aos chamados movimentos de libertação, desertores e refractários das nossas Forças Armadas durante os seus exílios pela Europa, que condenavam a nossa presença naquela região do globo. Recordo a sua inoportuna presença na mesa da conferência de imprensa que o padre Hastings deu cm Londres uma semana antes da visita oficial a Inglaterra de Marcelo Caetano sobre a morte de civis inocentes ocorrido em Wiriyamu no distrito de Tete em Moçambique. Mário Soares nunca tinha visitado Moçambique, nem tão pouco Angola, não falara com nenhum dos protagonistas envolvidos na operação, mas estava ali para avalizar algo que só conhecia através das informações do próprio padre Hastings. Também este, por sua vez, não tinha estado no local e o seu relato era fruto do que lhe tinha sido dito por dois padres espanhóis duma missão de Tete. Estes também não eram testemunhas oculares do alegado massacre nem lá se tinham deslocado e baseavam a sua história em informações relatadas pelos sobreviventes que se dirigiram ao hospital de Tete para receberem tratamento médico sem qualquer receio dos portugueses, pois ali a situação era totalmente controlada pelas forças da ordem. Era esta informação difusa e dispersa que constituía a razão de ser daquela conferência de imprensa a que a presença de Mário Soares pretendia dar credibilidade".

 
Pg.333

"Infelizmente, ao nível da execução, devido a factores inopinados e que não foi possível identificar, algo falhou e teve como consequência o incidente que logo na altura e ao longo dos tempos tem vindo a ser empolado e explorado na condenação dos métodos utilizados na forma como foi conduzida superiormente a contra-suversão. É certamente de lastimar o ocorrido que se insere dentro dos riscos inerentes à própria guerra, em especial quando a técnica do inimigo é dissimular-se no meio da população. Mas é curioso e salutar constatar que Portugal, conduzindo uma guerra em três frentes de combate num período de onze a treze anos, apenas um incidente deste tipo tenha sido referenciado e objecto de especulação política a que Mário Soares lamentavelmente se associou, não respeitando Portugal e as centenas de milhares de portugueses que por lá lutaram e alguns morreram. A sua presença naquela conferência de imprensa não poderá deixar de ser vista como um gesto de protagonismo pessoal. Claro que houve outras situações em que pessoas inocentes foram sacrificadas, mas tudo isso se terá de inserir dentro dos «custos» dum qualquer conflito armado. A nós, militares combatentes, apenas nos competia vencer a guerra no terreno para que a solução política fosse possível em condições mais favoráveis e, para tal, dispúnhamos de duas vertentes em que a nossa acção se teria de concentrar: eliminar o inimigo armado ou forçá-lo à rendição e conquistar as populações. Estes objectivos, por exemplo em Angola, foram plenamente atingidos. Mas que sabia o Dr. Mário Soares da guerra ou da própria realidade africana? Da guerra, o seu conhecimento só pode ser teórico e muito longe das condições em que centenas de milhares de portugueses se bateram com coragem e abnegação apesar de todas as carências e dificuldades que tiveram de enfrentar e, na minha opinião, não tinha um suficiente conhecimento de África que lhe permitisse fazer uni juízo concreto e realista da vivência das suas populações. Mas sabia e sabe as razões que o levaram a agir com tamanha destreza logo após o 25 de Abril.

 
Em 27 de Abril, Mário Soares regressou a Portugal do exílio, avista-se com Spínola e logo em 29 reúne o Conselho Directivo do PS".

 
Pg.334

"Tudo isto sem que tenha sido ainda definido no Programa do Governo, conforme previsto no do MFA, a política ultramarina. Será de pensar se as linhas-base desta política não tinham sido já definidas em Paris, Praga ou em qualquer outro local da Europa, entre Mário Soares, Cunhal e um ou dois elementos do MFA, onde certamente não faltaria Melo Antunes, o verdadeiro cérebro da descolonização. Importa lembrar que Mário Soares disse ser este o único dos «capitães de Abril» que conhecera antes da revolução ter tido lugar, tendo-se encontrado com ele várias vezes.(...)

 
Pg.355

"Até hoje não apareceram, embora outras fontes tenham vindo a fazer referências a encontros secretos algures na Europa em que toda a estratégia revolucionária teria sido estabelecida. Muitas vezes tenho-me perguntado qual a razão por que a URSS, a partir de 1972 começou a reduzir o apoio ao MPLA, que acabaria por cessar completamente em princípios de 1974.
Mas Mário Soares não pára, emergindo como o grande condutor dos novos destinos da Nação. Durante as comemorações do 1." de Maio ao lado de Álvaro Cunhal declara, que o primeiro passo para acabar com a guerra «consistirá em negociar com os movimentos de libertação», em sintonia com as palavras de ordem do PCP que proclamam «pelo fim da guerra colonial, pela suspensão imediata de todas as operações militares nas colónias, pela abertura de negociações com o MPLA, PAIGC e FRELIMO». E curioso salientar a falta de referências aos outros dois movimentos de Angola: UNITA e FNLA. Será altura de se pôr a questão sobre o tipo de interesses que são defendidos pelos movimentos de libertação: se duma qualquer superpotência, se a ambição pelo poder dos seus líderes ou se a vontade da grande maioria das populações dos territórios onde grassava a subversão e que não aderiram a esta subversão?"

 
Pg.366

"No entanto Mário Soares está determinado em prosseguir a sua missão. Logo após o comício do 1.° de Maio, parte para uma digressão pelas principais capitais da Europa, donde tinha vindo cinco dias antes, para explicar aos seus contactos quais os objectivos do 25 de Abril, mesmo sem desempenhar qualquer função estatal, sem possibilidades de já ter uma noção clara do que de facto está a ocorrer e que está a fazer esta digressão a pedido de Spínola! E por mera coincidência, simples acaso, logo no dia 2 de Maio encontra-se com Agostinho Neto em Bruxelas. Passados quase vinte e cinco anos após o casual encontro, ainda não revelou o teor da conversa então havida. Agostinho Neto, abandonado pelos seus amigos da União Soviética, sem a sua força de combate mais significativa que se unira em volta de Chipenda, restando-lhe apenas uma escassas dezenas de homens no Congo-Brazzaville completamente desmotivados, era um líder política e militarmente vencido mas o escolhido para se negociar a paz em Angola! Na sequência da conversa havida com Mário Soares, declara ainda em Bruxelas no dia seguinte, isto é, em 3 de Maio, que «a luta não cessaria em Angola enquanto não fosse reconhecido o direito à autodeterminação e independência». Terá sido este o tipo de mercadoria que Soares lhe vendeu? Se alguns poderão ter dúvidas, pessoalmente reservo-me o direito de não as ter com base na evolução dos acontecimentos que vivi intensamente durante todo o processo da descolonização de Angola".

 
E não podemos deixar de concluir que foi em 2 de Maio de 1974 que Mário Soares deu o «pontapé de saída» para:

-a descolonização que classificou, primeiro, como um incontestável sucesso, em seguida, de exemplar e, depois de constatar o seu fracasso, de ter sido a possível;
-o arranque para a reabilitação de Agostinho Neto, o grande derrotado na luta em Angola e abandonado pelos quadros mais válidos do seu próprio movimento;
-a tragédia que conduziu às mais dramáticas situações que se vivem hoje nos países resultantes da dita descolonização e com a qual Palma Carlos não quis ser conivente, demitindo-se das suas funções e declarando: «Não quero morrer como traidor à Pátria»;
-a aceleração da sua trajectória ascencional na política portuguesa.

 

Naturalmente que Mário Soares não esteve isolado em toda esta movimentação".

 
Pg.377

"Após ter sido empossado como ministro dos Negócios Estrangeiros, Mário Soares incrementa a sua actividade no campo específico da descolonização. Para além dos contactos com Agostinho Neto, encontra-se também com Aristides Pereira em Londres e Samora Machel, que cumprimenta com um efusivo e grande abraço, em Lusaka, ignorando tanto Savimbi da UNITA como Holden Roberto da FNLA".

 
Pg.348

"No dia seguinte, o chefe de gabinete informou-me de que seria oportuno avistar-me com alguns elementos da Coordenadora do MFA e com uma delegação do MPLA que, de Angola, se tinha deslocado a Lisboa a fim de apresentar superiormente os problemas que estavam a afectar, duma forma desastrosa, a vida naquele território. Já tinha conhecimento da presença desta delegação, à frente da qual veio o Dr. Diógenes Boavida, embora a generalidade da imprensa referisse, não uma delegação do MPLA, mas nacionalistas incluindo várias tendências políticas. Não manifestei a minha estranheza, mas esta referência não deixava de se inserir na estratégia de reabilitação do MPLA que era notória desde o primeiro encontro de Mário Soares, no dia 2 de Maio, em Bruxelas com Agostinho Neto.

Aliás esta estratégia foi perfeitamente confirmada por Iko Carreira, um dos homens do Comité Central do MPLA, quando no seu livro O pensamento estratégico de Agostinho Neto afirma: «O MFA (Movimento da Forças Armadas) que tomou o poder em Portugal, através dum golpe de estado, que derrubou a ditadura de Salazar e Caetano, tinha tendências esquerdistas. Esse facto, fundamentalmente, levou-o a dar um maior apoio ao MPLA.»

No dia imediato, 18 de Julho, encontrei-me com a delegação do MPLA que era chefiada pelo Dr. Diógenes Boavida, advogado formado em Coimbra e antigo jogador da Académica, tendo-se deslocado na companhia de mais cinco elementos. Ouvi-os atentamente, encontrando-se a sua conversa na enorme agitação, com muita violência à mistura, que grassava em Angola e, muito especialmente, em Luanda. Toda aquela confusão era consequência do assassinato dum taxista, no dia 11 desse mês, e não se cingia a uma simples questão rácica, que até nem tinha sido significativa".

 
Pg.349

"O aparecimento de numerosas formações políticas de cariz altamente reaccionário e que conduziam toda a sua actividade no sentido de provocarem a maior instabilidade em todos os sectores em vez de, como seria natural, se preocuparem com a luta política no campo das ideias. Havia vidas humanas que estavam a ser sacrificadas e a guerrilha urbana parecia ter-se instalado sem que as autoridades responsáveis tomassem as medidas adequadas para se acabar com a crise. Apesar de todas as diligências levadas a cabo, parecia-lhes que a solução passava pela substituição imediata do governador-geral e das chefias militares. Não representavam apenas o MPLA, mas igualmente todas as formações políticas cujo ideário era convergente com o daquele movimento que, pela sua maior e mais significativa implementação em toda a Angola, estava em melhores condições para negociar com o Governo português a independência do território. Acrescentaram que lhes tinha constado a intenção do governador-geral de pretender oferecer ao Dr. Jonas Savimbi um lugar no aparelho governativo colonial. Jonas Savimbi, segundo eles, estava à frente dum movimento sem qualquer expressão, a UNITA, e ate combatera na guerra ao lado dos portugueses contra os verdadeiros nacionalistas. Desta forma o governador, em vez de procurar acalmar a situação, parecia «lançar mais achas para a fogueira».
Disse-lhes desconhecer a política ultramarina do governo central e que apenas tinha conhecimento de que essa política passaria por uma consulta às populações, como aliás o Dr. Mário Soares, ministro dos Negócios Estrangeiros, afirmara recentemente numa entrevista ao «Século»; «Portugal teria o respeito mais absoluto pela vontade das populações livremente expressa, aceitando a independência como uma das opções possíveis do direito dos povos à autodeterminação.»(...)

 
Pg.362

(...)"Agora já não tinha dúvidas de que a constituição da Comissão de Inquérito não passara de um mero expediente, concretizado à última hora, na sequência da minha recusa para «tomar conta de Angola», para se prosseguir dentro de uma linha de acção que visava, prioritariamente, a reabilitação da imagem do MPLA de que o encontro entre Agostinho Neto e Mário Soares era um exemplo e a ida a Lisboa da tal delegação chefiada por Diógenes Boavida, outro indicador bastante claro.

Após o almoço, fomos informados de que, ao fim da tarde, teríamos uma reunião com a coordenadora do MFA de Angola na fortaleza de S. Miguel onde estava instalado o Comando-Chefe da Forças Armadas. Já durante o café, conversei com o Pavão Machado que, como referi, exercia as funções de comandante da Região Aérea. Comentando a situação afirmou que «Angola estava entregue à bicharada mas nem por isso a Força Aérea deixava de cumprir as missões que lhe estavam atribuídas com o mesmo empenho de antes do 25 de Abril.» Referiu-me que tinham activado há uns dias atrás, no Totó a UTCI (Unidade Táctica de Contra-Infiltração) pois haviam recebido notícias, através de mensagens interceptadas, que alguns grupos de guerrilheiros da FNLA se preparavam para entrar em Angola e reactivar a luta armada.(...)"

 
Pg.392

"Evidentemente que tudo isto era uma perfeita mistificação porque, no fundo, quem realmente detinha o poder continuava a ser a tal antena da 5.a Divisão ou do estado maior do senhor Kallenini principalmente através dos oficiais milicianos altamente politizados nos anos 68/69 e introduzidos nas Forças Armadas com o objectivo de as controlar e neutralizar. No fim eram estes senhores, coadjuvados por activistas do MPLA e tendo por conselheiros elementos do PCUS, entretanto infiltrados, que conduziam toda a estratégia, no interior de Angola, para entregar o poder ao MPLA. Era, sem dúvida, um dos «jogadores» a pôr cm prática a sua ordem de batalha para alargar a sua influencia a este imenso e riquíssimo território. Havia, no entanto, uma questão que ainda os preocupava e que era por vezes abordada ao nível da Junta: a não resolução do problema da chefia do MPLA onde o entendimento entre as três facções parecia difícil. O congresso agendado para o dia 8 de Agosto nos subúrbios de Lusaka, passados dois dias, ainda não tivera início e grossas nuvens pareciam pairar sobre a sua realização. A luta pelo poder iria ser renhida e, teoricamente, só um vencedor seria aceite pelas entidades que reconheciam ou davam apoio ao MPLA: Agostinho Neto. O próprio Mário Soares, no seu livro, Portugal Amordaçado, dá como certa a nomeação do Dr. Agostinho Neto chefe do Estado Angolano. Mas o congresso não arrancava e a imprensa de Lusaka refere os acontecimentos de Angola, em especial, os incidentes que decorreram nos muceques de Luanda da responsabilidade de grupos afectos ao MPLA e à FNLA. Tratava-se não duma qualquer limpeza étnica, mas tão-só da luta pela conquista da supremacia política em Luanda através da acção do Poder Popular e duma comunicação social orientada para a defesa dos princípios ideológicos da doutrina comunista.
Entretanto o congresso acaba por arrancar, mas no dia 25 de Agosto, Agostinho Neto fica em minoria após a apreciação de um relatório onde constavam as suas actividades durante a guerra de libertação e que conduziu a um total fracasso e à suspensão de todos os apoios do exterior, principalmente da URSS.(...)

 
Pg.402

"Mas a esperança de ver nascer a companhia de Páraquedistas depressa se transformou em profunda desilusão. Dos vinte e oito homens que tinham recebido a boina verde, cerca de dois terços desertaram nos dias seguintes e todo o projecto morria aqui. Perdia esta batalha, como muitas outras que já havia perdido ao longo da minha vida e mais algumas que, no futuro, ainda haveria de perder. Mas a vida é mesmo assim. Nem sempre se é vencedor e quando, por qualquer razão, a derrota nos bate à porta, temos apenas que considerá-la como um normal incidente de percurso e prosseguir. Os desertores acabaram por ir engrossar o poderio militar do MPLA e os restantes foram passados à disponibilidade, ignorando-se qual o destino que tiveram mas admitindo-se que tenham sido aliciados a ingressar noutro movimento. Tudo tinha sido preparado durante a fase de instrução e aqueles homens de Angola, contrariamente ao que se pensava, não iriam contribuir para a paz e concórdia entre todos os angolanos, mas fortalecer uma das partes em luta pelo poder.
Desta forma, o movimento de libertação MPLA que na altura do 25 de Abril tinha caído ao seu nível mais baixo de sempre, parecia, a pouco e pouco, ressurgir do lodaçal onde estava atolado. Após duas tentativas frustradas em Lusaka para resolver o problema da direcção, acaba por encontrar uma solução, já em meados de Setembro, no Congo-Brazzaville quando neste país decorria uma conferência de líderes africanos. Agostinho Neto saiu vencedor e Pinto de Andrade e Chipenda, tornados vice-presidentes, depressa desapareceram da cena política. Resolvida esta questão, era importante pensar na componente militar reduzida à sua mais ínfima expressão. Primeiro conseguiram criar o chamado poder popular cuja acção foi determinante para a obtenção da supremacia política dentro de Luanda. Em seguida, com base nos efectivos angolanos que, integrados nas nossas Forças Armadas, iam passando à disponibilidade começaram, com a ajuda de alguns elementos do MFA, a entrar para as FAPLA (Forças Armadas Populares de Libertação de Angola). Era a reabilitação do MPLA iniciada por Mário Soares a 2 de Maio em Bruxelas no seu encontro com Agostinho Neto c que não mais tinha cessado de crescer".(...)

 
Pg.404

"Entrava-se no mês de Setembro e a problemática da descoionização continuava um mundo de contradições e indefinições. Ninguém responsável conseguira definir a política ultramarina na sequência do 25 de Abril. Cada um agia de acordo com a sua consciência, os seus interesses ou as directivas recebidas de quem detinha o poder neste campo específico da vida nacional. No exterior, Mário Soares, Almeida Santos, Melo Antunes e outras personalidades de menor relevo, movimentavam-se intensamente para resolver o que consideravam ser o problema primeiro do País.

Mário Soares, curiosamente o que menos conhecia da realidade dos territórios africanos ligados a Portugal, era o mais activo. Mantivera, durante o exílio, alguns contactos com os principais líderes dos movimentos de libertação que, movidos por interesses raramente coincidentes com os das populações, lhe transmitiam uma imagem parcial, distorcida e falseada que não podia servir de base à acção que vinha desenvolvendo. Ao considerar os movimentos de libertação como os únicos legítimos representantes dos povos desses territórios, não incluía a grande massa de trabalhadores que nunca tinha pegado em armas mas que dera um contributo altamente válido para o desenvolvimento e progresso dessas regiões".(...)


Pg.405



Poderá e deverá perguntar-se, porque corria Mário Soares?


- Para libertar essses povos do jugo colonial?

- Numa manobra de puro protagonistno em busca duma reafirmação pessoal no espaço nacional e internacional?

 
- No cumprimento de directivas dos verdadeiros e mais interessados promotores do problema ultramarino com objectivos bem precisos?


Analise-se com cuidado o percurso de Mário Soares, desde o 25 de Abril até ao 11 de Março de 1975, ou mesmo antes, quando começou a tomar consciência de que o «poder» que tanto ambicionava e pelo qual lutara tão arduamente durante tanto tempo, parecia escapar-se-lhe e ameaçava cair nas mãos dos comunistas. É, no mínimo, curioso verificar que Cunhal, talvez um dos principais interessados em entregar à URSS a tutela dos territórios ultramarinos, nunca se envolveu directamente no processo de descolonização, limitando-se a sua acção a meras declarações de circunstância. Em quantos encontros desde Bruxelas, Londres, Dakar, Argel, Lusaka e outros locais, onde se decidiu o futuro das colónias portuguesas, participou o Dr. Álvaro Cunhal? Mas alguém, minimamente avisado, acredita que o patrão dos comunistas portugueses, esteve inactivo nesta matéria ou se limitou a simples espectador? Seria demasiado ingénuo pensar-se assim. Não deu a cara, como aliás a maioria dos comunistas, para não criar um clima de suspeição e até medo, mas não se limitou a ser um observador atento apesar de as coisas lhe correrem de feição. A sua acção e dos seus correligionários directos manteve-se oculta, mas altamente eficaz. Manobrava na sombra e sempre muito atento ao que se ia desenrolando em todos os quadrantes da vida nacional. Conhecia perfeitamente os objectivos da descolonização (...)"

 
Pg.407/9

"Nelas participavam portugueses, nossos concidadãos, traidores, que não enviando ultimatos, mas escondendo-se sob manto hipócrita dos Direitos do Homem, aí decidiram a estratégia para acabar com o tal Portugal pluricontinental e multi-racial. Mas contém essa carta de Norton de Matos um último ponto da maior relevância: «Temos dentro da nossa casa o inimigo na pessoa dos comunistas». Comunistas que foram, sistemática e arduamente, combatidos pelo Estado Novo e, aparentemente, sem sucesso. Obrigou-os a actuar na clandestinidade e causou-lhes alguns «incómodos». Mas permaneceram, engrossaram, disseminaram-se e nos últimos tempos, graças a uma boa fatia dos elementos do MFA e com Vasco Gonçalves na chefia do Governo, quase foram capazes de controlar o País, dominando todos os sectores da vida nacional. O polvo lançara os seus tentáculos, movendo-se com rapidez e segurança para garantir os tais objectivos decididos algures na Europa com a presença de compatriotas nossos e pouco tinha a ver com as tais «amplas liberdades» e a almejada democracia (...)".
Foram poucos os protagonistas na implementação desta estratégia mas muitos os «usados», os «oportunistas» e os «ingénuos». O cérebro da chamada dcscolonização foi materializado, no contexto nacional, por Melo Antunes, utilizando Mário Soares como motor de arranque que não parou até ter entregue nas mãos dos nacionalistas africanos ligados à URSS os destinos daqueles ricos e estratégicos territórios.

 
Pg.408

(...) "Depois entregou-se, de alma e coração, à luta pelo poder no pequeno rectângulo com os apêndices das ilhas atlânticas. Haverá mais um protagonista da descolonização bastante badalado que, na minha opinião, se limitou a apanhar o comboio mas sem conhecer exactamente o destino desse comboio. Afirmou-se, inicialmente, pela defesa de princípios genuinamente democráticos, mas depressa compreendeu o desvario que parecia ter-se instalado no processo da descolonização. Apesar de tudo, o seu envolvimento forçado pelas funções que desempenhava — Ministro da Coordenação Interterritorial — mostrou em muitas situações, particularmente difíceis, tentar rumar contra a maré e encontrar as soluções mais adequadas naquela completa e perfeita tragédia que caiu sobre aqueles povos e os arrastaria para o lodaçal onde ainda hoje alguns sobrevivem e outros se arrastam para a morte. Trata-se, naturalmente, de Almeida Santos"(...).

Ao rever o programa do movimento das Forças Armadas, ainda antes do 25 de Abril, quando foi chamado a protagonizar o golpe militar, em nada alterou do que nele constava a respeito da política ultramarina apesar de tal questão já ter sido objecto de acesa polémica entre os «abrilistas» com várias versões, mas vencendo a que deixava tudo em aberto e que não mereceu qualquer reparo do Gen. Spínola até ao eclodir da revolução. Após a sua concretização vitoriosa e antes de se divulgar o plano, o já Presidente da Junta de Salvação Nacional exige alterações de fundo na definição da política ultramarina que conduziram a todo um conjunto de cisões entre os revolucionários que acabaram por facilitar a missão aos verdadeiros promotores da descolonização e seus agentes. Seria inimaginável alterar os planos cuidadosamente elaborados pelos responsáveis do golpe em matéria de política ultramarina. Recorde-se, que mesmo antes do programa se tornar público, já Mário Soares se encontrara com Agostinho Neto em Bruxelas e com Aristides Pereira em Dakar. Não foi certamente tratar de assuntos privados mas, sem dúvida, preparar o terreno para o que viria a constituir uma das maiores tragédias da história contemporânea de Portugal (...)"

 Pg.430

"MPLA – Completamente destroçado militar e politicamente, sem força e com graves problemas internos, inicia a sua recuperação logo a 2 de Maio no encontro de Mário Soares com Agostinho Neto em Bruxelas e, dias depois, com o diplomata Nunes Barata em Genebra. A partir daqui desconheço as diligências das nossas autoridades para conseguirem o cessar-fogo. Apenas tive conhecimento das dificuldades que o MPLA sentiu para encontrar um líder que só poderia ser Agostinho Neto ao qual restavam umas dezenas de guerrilheiros estacionados no conjunto fronteira de Cabinda.

Consegue, entretanto, criar o poder popular e instalar o caos e a insegurança em Luanda. Acaba por assinar um cessar-fogo nas «terras liberadas» da chana no Leste de Angola que, para além de tudo mais, deixou a porta aberta para a formação do seu exército (as famosas FAPLA) à base da maioria dos quadros e soldados que passavam à disponibilidade com a extinção da quase totalidade das unidades das nossas forças armadas do recrutamento local. Mais uma vez numa clara posição de força, deu-se tudo - mais uma vitória do MFA com a prestimosa colaboração de Mário Soares".

 
Pg.463

(...) "É importante salientar que Mário Soares, tendo iniciado uma autêntica maratona em prol da descolonização, logo após o 25 de Abril, e que teve como ponto de partida Bruxelas, onde se encontrou com Agostinho Neto e depois, para além de outros países europeus, se estendeu a África, nomeadamente Argélia, Zâmbia, Zaire, Senegal, Tunísia, nunca considerou ser importante fazer uma visita aos territórios que eram objecto de negociações visando a sua independência. Naturalmente que isso seria o mínimo que se poderia esperar de qualquer dos principais obreiros da descolonização se, de facto, eles estivessem preocupados em defender os interesses de Portugal dos povos desses territórios.

Pelos fins de Novembro, já ninguém em Angola tinha dúvidas de que apenas os movimentos de libertação seriam os únicos interlocutores nas negociações com Portugal. Para além de outras vozes discordantes, a FUA reage através de um comunicado, denunciando a traição de que estava a ser vítima a grande maioria do povo angolano (...)"

 
Pg.466

(...)" Com este comunicado a FUA, de Fernando Falcão, parece ter acordado e denuncia toda a traição que tem envolvido o processo e confirmada pelas falsas declarações dos principais responsáveis quanto à participação de outras forças políticas. Só agora, em princípios de Dezembro, o Eng.° Falcão tomou consciência do logro em que tinha caído com as falsas promessas de Rosa Coutinho e Melo Antunes. Mas esqueceu-se de Mário Soares que, mesmo antes do enunciado dos princípios que deviam presidir à descolonização em Angola pela Junta de Salvação Nacional, já afirmava que os únicos e legítimos representantes das suas populações eram os movimentos de libertação.

 
Pg.468

(...) "A situação era nestes finais de Dezembro altamente complexa, parecendo que os campos se extremavam e que iríamos ter os dois «jogadores» em confronto no palco de Angola. Já não tinha dúvidas quanto à intenção do Rosa Coutinho e da «rapaziada» da estrutura do MFA de Angola de que tudo deveria ser conduzido de molde a dar o poder ao MPLA, como referira Mário Soares em Portugal Amordaçado. O repórter do «London Observer» escreve de Luanda a 30 de Janeiro de 1975: «O Almirante Rosa Coutinho — então Alto-Comissário português — e muitos outros oficiais portugueses aqui presentes manifestam simpatia pelo MPLA e este facto levanta suspeitas, entre os outros dois grupos e grande parte dos brancos de Angola, de que a administração planeia apoiar o MPLA.» Muito posteriormente, em 1987, quando Rosa Coutinho participou no programa canadiano «Novas Guerras de Libertação — Angola afirmou: «Eu sabia perfeitamente que não se poderia realizar naquela altura eleições, porque Angola se encontrava ainda a viver um período de turbulência... Eu afirmava então que a única saída seria reconhecer o MPLA como única força capaz de dirigir o território e que Portugal devia fazer um acordo separado com o MPLA e transferir o poder para aquele movimento na data fixada para a independência, 11 de Novembro de 1975.»(...)

 
Pg.473

(...)"A FUA luta desesperadamente para, conforme sucessivamente prometido, ter um papel activo no processo de descolonização. Esqueceu-se Fernando Falcão, curiosamente como secretário de Estado adjunto que, já em Maio, Mário Soares considerava os movimentos de libertação os únicos e legítimos representantes dos povos dos territórios colonizados e chegou a afirmar que só o MPLA e a FN LA deviam ser considerados, o que não deixa de ser insensato uma vez que estes dois movimentos tinham extremado as suas posições tornando impossível qualquer tipo de consenso. Afinal representavam confessadamente interesses externos que não se combatiam de armas na mão, conforme se deduz das palavras de Kissinger, ao apoiar a FNLA para impedir o alastramento do comunismo soviético em qualquer parte do mundo. Entretanto outras cartas são lançadas para o baralho para mais complicarem o jogo já de si muito pouco claro e com «batota» evidente da maioria dos jogadores (...)"

 
Pg.504/6

"11 de Janeiro de 1974, Hotel da Penina. (...) A peça teatral, sem qualquer ensaio prévio, visava mascarar a traição ao povo angolano e iria ter com certeza o aplauso duma parte do mundo. A farsa resultara em cheio, mas o drama catastrófico viria depois e iria arrastar-se por longos e infindáveis anos até ao holocausto final. E aquela grande parte do mundo que rejubilou na altura, hoje nem tem consciência da tragédia que ajudou a promover. Ou talvez a tenha, mas cobardemente opta por tudo branquear sem coragem para assumir a sua quota-parte de responsabilidade. Dois exemplos claros podem ser apresentados. Muito recentemente, neste Verão de 1999, Melo Antunes considerou como tragédia a descolonização da qual ele foi um dos principais condutores, enquanto o seu parceiro de acção, Mário Soares, confiando na falta de memória do povo e no oportunismo intelectual dos que sabem o que realmente se passou, cala e não tem coragem para assumir a sua própria e grande irresponsabilidade, escondendo-se por detrás de banalidades, falando da descolonização possível.

 
Pg. 540

"(Rosa Coutinho) Naturalmente não saiu satisfeito, sendo esta a primeira e a última vez em que falámos a sós. Não encontrara em mim um Rosa Coutinho disposto a apoiá-lo e a levá-lo ao poder. Entretanto também não podia contar com o seu amigo Mário Soares que se tinha aposentado da descolonização, porque outras questões mais importantes se perfilavam na sua frente como a subida ao poder em Portugal (...)"

 
Cidade do Kuito completamente destruída. Eis o resultado da "descolonização exemplar".(foto Net)

Perante este "excelente" currículo de Mário Soares referente à descolonização de Angola poderemos concluir que ele foi um dos grandes culpados pela tragédia que se abateu sobre o povo de Angola, brancos, pretos e mestiços e que provocou a destruição de um país, milhares de mortos e estropiados e que, de um país próspero e rico que era em 1975, hoje é um dos países mais pobres que tem de recorrer à ajuda internacional para subsistir porque a riqueza está nas mãos de alguns camaradas, dos kuribecas e dos previligiados.
 
Por isso, o almirante vermelho Rosa Coutinho e Mário Soares são as pessoas mais execradas pelos portugueses que nasceram e viveram em Angola !


 

A auréola de democrata que erradamente se insiste em atribuir ao dr. Mário Soares tem sido contraditada pela sua própria conduta pública. Mas agora, velho, incontinente verbal a dizer o que dantes o coarctava a ambição e a evidenciar a sua verdadeira natureza, assistimos não vai há muito tempo, a recandidatar-se a presidente da República.

No que diz respeito ao Ultramar português, Soares esforçou-se de forma empenhada para que o processo se passasse como se passou. Contrariamente ao que diz e à fama que se auto-atribui.
 



Em tempos de PREC, o dr. Soares cativava inocentes com promessas de consultas populares, a serem feitas cá, e lá, mas a verdadeira intenção era não perguntar nada a ninguém e entregar todo o nosso território ultramarino a elementos directissimamente ligados ao estalinismo soviético. Soares executou, objectivando-o, um desiderato do Partido Comunista. É assim deste personagem a responsabilidade pelo que considero ter sido, e ser ainda, a maior catástrofe nacional: a destruição, traiçoeira e vil, de um ideal eminentemente português e a sequente, horrorosa e previsível mortandade que se seguiu.

A gravidade deste horror indescritível vem ainda do facto de nunca ninguém ter investido Soares de poderes para dispor de território nacional. Nem mesmo isso seria jamais possível, por muito que invoque a legalidade revolucionária (que substancialmente não foi legalidade alguma, por se ter traduzido naquilo em que se traduziu: destruição de Portugal). Á partir daqui, o que se passou é da enorme responsabilidade de uma pessoa imputável há 82 anos e que dá pelo nome de Mário Soares. Á "descolonizacão exemplar" foi "exemplarmente" criminosa, e é imperdoável, tendo em vista a sua enorme gravidade.
 
***
 





Na nossa entrada na CEE o género continua. Depois de consultar técnicos, por si escolhidos, e aqueles o terem esclarecido de que não seria naquela altura, nem por aquele processo, que deveríamos entrar na então CEE, Soares, à revelia de tudo e de todos, comprometeu-se com Bruxelas e "implorou" que nos aceitassem. Segue-se a cedência de tudo a todos e o desprezo olímpico pelos pareceres que iam no sentido oposto.

Para defesa do indefensável, Soares não se cansa de nos tentar convencer de que não haveria alternativas. Só que havia. E várias. A que escolheu era a pior. Todas eram melhores, incluindo a entrada na CEE, mas bem negociada.

Soares, com o maior dos desaforos tem assumido atitudes quase majestáticas, como se tudo lhe fosse devido, reivindicando "direitos" que o têm colocado em ridículos patamares, como que a cobrar-se por uma resistência que está longe de ser a tal desgraça de que se queixa. Só que o que se deveria passar seria exactamente o contrário. Por razões de gravidade infinitamente menor das que vêm descritas em documentação vastíssima, e não desmentida, como na de Rui Mateus, entre outra, e pelo que está gravado na memória de centenas de milhares de espoliados do Ultramar, até o Ministério Público já, de alguma forma, se pronunciou. Havendo mesmo um notável parecer do prof. Cavaleiro Ferreira, eminente penalista, que por completo esclarece a situação. Mas o Dr. Soares, estranha, presumida e humiIhantemente para todos, arroga-se o direito de ter direitos que ninguém mais tem.

Mário Soares está ainda longe de ter sido o responsável, como se diz, por vivermos neste simulacro de democracia. O que se passou foi que, no segundo 1.° de Maio depois de 74, quando Soares se pretendia juntar aos comunistas, foi por estes rejeitado. Só mais tarde, e por ter percebido que se não se afastasse do PC teria a sorte que tiveram as dezenas de centros regionais daquele partido, que foi terem ido pelo ar na sequência de reacções populares, aproveitou para inventar o chamado socialismo democrático, que nunca ninguém percebeu muito bem o que é, mas que é do que tem vivido até agora.

Soares, como governante, foi ainda pouco menos que uma nulidade. Nos Governos Provisórios foi o desastre que se sabe. Em 1978 foi demitido pelo gen. Eanes: por má governação. Em 1983-85 frustrou completamente os acordos de coligação com o PSD, que permitiriam a Portugal desenvolver-se e modernizar a economia. Em 1983-85, com Soares no poder, a inflação chegou a uns impensáveis 24% e o défice desses governos alcançou a vergonhosa marca de 12%! O País estava quase sufocado pela dívida externa e viveu, até essa data (1985), praticamente com as estruturas do Estado Novo e com empréstimos do FMI. Tudo por culpa da teimosia do dr. Soares que, obstinadamente, se recusava a rever a Constituição que permitiria uma liberalização da nossa economia. Facto este que estava previsto nos acordos de coligação entre o PS e o PSD em 1983.0 radicalismo de esquerda, no Verão Quente, foi, mais uma vez, bem mais da responsabilidade de Mário Soares do que do PC, realidade que está na base do estado actual de Portugal.

Por todas estas, e por muitas outras razões, Mário Soares é a figura política que mais e mais gravemente prejudicou Portugal em toda a sua existência. Outros terão tentado, como Afonso Costa, mas, graças a Deus, não conseguiram. Mário Soares conseguiu. Assim, e usando a expressão que ele próprio usou anos atrás com um GNR que o servia, exijo-lhe: dr. Mário Soares, desapareça de vez.
 
 


 

O património de Soares:

. Quota de valor nominal de 60.000 euros no capital social do Colégio moderno de João Soares e Filhos, com capital social de 75.000 euros
. Metade de uma viatura Renault 16 TS
. Biblioteca com 40.000 volumes, de valor indeterminado
. Pinacoteca, com obras de artistas portugueses, de valor indeterminado
 
Imóveis:

. Urbano, R. Dr. João Soares, Lisboa;
. Urbano, Campo Grande, Lisboa;
. Urbano, Nafarros, Sintra
. Urbano, Vau, Portimão
. Misto, Montes de Alvor, Portimão
. Rústico, Nafarros, Sintra
. Rústico, Nafarros, Sintra
. Rústico, Nafarros, Sintra
. Rústico, Bezuga, Setúbal
 
Capitais:

No BPI

Aplicações a prazo:

. Depósito a prazo de 90.000 euros, à taxa de 2,35% com vencimento em 26/12/2005;
. Depósito a prazo de 80.000 euros, à mesma taxa.

Títulos:

 


. 520 acções Brisa, a 6,85 euros cada;
. 205 acções Cimpor, a 4,55 euros cada;
. 1 acção Cimpor - D. INC,99, não cotada
. 2.684 acções EDP, a 2,50 euros cada;
. 1.910 acções PT a 7,77 euros cada
. 11 acções PT-D INC 2001, não cotadas

Na CGD

Fundos de investimento:

. 2.984 unidades de participação Caixagest - Tesouraria, total de 30.419,19 euros.
No Millenium BCP
Fundos de investimento:
. 855 unidades de participação no fundo Eurocarteira;
. 3690 unidades AF acções;
. 9869 unidades Fundos AF Multinvestimento;
. 100 unidades Valor Futuro;
. 753,77 unidades de participação no Fundo MI11 Curto Prazo, a 7,35 euros cada.

Títulos:

. 4750 acções BCP Nominativos, a 1 euro cada;
. 340 acções Brisa-Nom, a 1 euro cada;
. 561 acções EDP-Nom, a 1 euro cada;
. 102 acções PT-nom, a 1 euro.

Obrigações:

. 201 obrigações capital BCP 2005, a 5 euros cada.

Produtos estruturados:

. 48.000 unidades de participação Aplicação Rendimento Mensal, a 5 euros cada;
. 100 obrigações CG Arco Íris 2006, a 50 euros cada;
. 400 unidades de participação BCPI OBCX Valorização Europa, a 50 euros;

Produtos de Eficiência Fiscal:

. 4.000 unidades de participação Renda, com um montante acumulado de 19.951, 92 euros.
 

Pois é... mas o Dr. Oliveira Salazar que saiu de lá mais pobre que entrou é que era o "papão".
Coitados de nós Portugueses com tais Democratas....

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José Sócrates afirmou, em entrevista à RTP 1, que duvida que o "Caso Freeport" possa contribuir para retirar a maioria absoluta ao PS nas próximas eleições legislativas. E anunciou ainda o aumento do subsídio de desemprego (curiosamente nas vésperas das Eleições)...


 

O primeiro-ministro declarou duvidar de que o "Caso Freeport" possa contribuir para retirar a maioria absoluta ao PS nas próximas eleições legislativas e manifestou confiança no julgamento que será feito pelos portugueses.
José Sócrates revelou ainda que apresentou uma queixa contra Charles Smith, justificando que processou "só" as pessoas que o "difamaram e injuriaram".


O chefe do Executivo lembrou ainda que o tema “Caso Freeport” já esteve presente na última campanha eleitoral, em 2005, salientando, antes de se referir às consequências pessoais do caso, que “fui vítima de uma campanha negra".

 



Medidas anti-crise / Engana tansos

José Sócrates garantiu que o plano anti-crise do Governo, apresentado há três meses, "já está a produzir resultados". O primeiro-ministro revelou alguns dados: 12 mil pessoas, que estavam desempregadas, e que já estão empregadas em Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS); nove mil jovens foram contratados sem termo com apoios do Estado; 134 mil trabalhadores beneficiaram da redução em 3 pontos percentuais da Taxa Social Única, e 3.400 trabalhadores a receber formação no âmbito do acordo celebrado com a indústria automóvel.

O responsável anunciou ainda o alargamento do Subsídio Social de Desemprego a mais 15 mil pessoas, assim como o seu aumento.

"O Governo vai aumentar o limiar a partir do qual se pode aceder ao subsídio social de desemprego dos actuais 330 euros para 450 euros", disse.
 
Faltou acrescentar ao discurso cor-de-rosa: "Os jericos comem palha"...
 



 


No final do debate quinzenal na Assembleia da República, o primeiro-ministro manifestou-se apreensivo face às previsões do Fundo Monetário Internacional para a economia portuguesa, hoje divulgadas no boletim da Primavera.

“Temos de nos preparar para tempos muito difíceis em 2009”, afirmou José Sócrates confrontado com uma queda da taxa de desemprego na ordem dos 9,6 por cento e uma queda de 4,1 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) - contracção da economia acima dos 3,5 por cento previstos anteriormente pelo Banco de Portugal.

As previsões de Primavera hoje publicadas pelo FMI apontam também uma escalada da taxa de desemprego em Portugal durante o próximo ano, com a barreira dos 10 por cento a ser ultrapassada, podendo atingir 11 por cento da população activa – a taxa mais alta das últimas três décadas.
 
Portugal poderá enfrentar uma crise económica e social mais grave que aquela que surgiu após o implante da República (1910), o problema é que dificilmente surgirá outro Dr. Salazar para nos tirar dela...
Para a Zona Euro, as previsões apontam igualmente para uma subida da taxa do desempego de 10,1 por cento em 2009 e de 11,5 por cento em 2010.
Como os discursos cor-de-rosa se adaptam habilmente as situações... faz-me lembrar os 150.000 empregos prometidos nas últimas eleições que se transformaram em 600.000 desmpregados.
 
Mas o Povinho tem memória curta, esquece a miséria que passou de cada vez que o PS foi Governo...

Os Governos (e demais Partidos da Oposição) pos-Abrilinos têm se esforçado para conduzir o Povo Português para este local abaixo indicado, ao fundo deste local já, previamente, conduziram há 35 anos os conceitos de seriedade, integridade, moral, racionalidade e conduta.


É para AQUI que caminhamos...
Line of Pics

 
 
 
 
Pensa BEM antes de votar, olha o resultado das últimas eleições... Está ciente do que alguns Partidos estão dispostos a fazer no que conta a degradação moral / social só para ver se "sacam" mais uns votos tanto a lobbies doentios e com comportamentos antinaturais, como a grupos de interesses económicos.
 
 
Se tens uma mente saudável, és inteligente, sabes diferenciar liberdade de libertinagem, tens ou pensas vir a ter família, filhos... Faz algo para não lhes deixares de herança um País ainda mais vandalizado do que aquilo que já foi.
 Pensa nos teus filhos/as e pensa no legado que lhes queres deixar!!!



 




                         

 

 

 

E o pior (para o Povo) é que são verdades que não dão para rir...

 


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Na revista Sábado de 11 de maio de 2009 mais precisamente neste link: http://www.sabado.pt/Opiniao/Jose-Pacheco-Pereira/Citacoes-do-presidente-Salazar.aspx
 
Pode ler-se a "avaliação" (se considerarmos Pacheco Pereira pessoa com um mínimo de capacidade para avaliar quem quer que seja) sobre Oliveira Salazar!
 
***
Como sempre acontece nos políticos Abrilinos, todos eles competentes em coisa alguma, a maior parte enquanto políticos menos que uma nulidade, sem qualquer obra ou feito em prol de Portugal ou dos Portugueses, acomodados com os seus ordenados, subsidios, carros de luxo, reformas por inteiro ao fim de poucos anos de serviço (que é de imediato acumulada com vencimentos de outros cargos, leia-se tachos) a figura do maior Estadista do Séc. XX (e acredito do XXI, pois isto vai de mal a pior, vai de gatunos a gatunos e meio) cuja obra em todos os níveis levantou um Império falido desde o fim da Monarquia, (sem esmolas de Bruxelas) e governou durante 48 anos saindo de lá pobre mas deixando nos cofres do Estado 900 toneladas em ouro e um Império Ultramarino (que lhes fizeram senhores "democratas"???) parece incomodar fortemente!!!
 ***
Relembro parte de um texto (já com uns anos, mas totalmente actual) de António Júlio Dias Rodrigues do Livro ANTOLOGIA DE DEPOIMENTOS, que já deveria, caso o sr. Pacheco Pereira tivesse um mínimo de vergonha e dignidade, a recolher essa língua venenosa em relação a um homem ao qual nunca chegará sequer à sola do sapato.
*
*
Passo a citar:
...«O deputado Pacheco Pereira escreveu um artigo para o jornal "Diário de Notícias", que foi aproveitado para ser notícia nas paginas do jornal "Expresso", queixando-se do Dr. Oliveira Salazar, dizendo que apesar de ter sido um homem inteligente, deixara ficar Portugal numa situação de falta de esperança na vida para o futuro, com uma população de analfabetos e sendo o mais pobre país da Europa.

O deputado Pacheco Pereira, que fala e escreve com a facilidade de quem estudou, não parece ser analfabeto já que foi no tempo do Dr. Salazar que andou na escola a aprender as letras, como tantos outros que por alí andam a arrotar postas de pescada dizendo mal do passado e esquecendo-se que foi no antigamente que aprenderam a ser gente.

Deve agradecer e não criticar os estudos que teve, já que, depois da "heróica abrilada", esta nova geração pouco estuda e nada tem de educada como se pode testemunhar diariamente com o comportamento que tem para com aqueles que merecem ser respeitados.

O deputado Pacheco Pereira que nasceu e viveu no tempo do Estado Novo, quando o Dr. Oliveira Salazar governava, deve lembrar-se que não havia a pobreza que reclama e tudo não passa de imaginação já que pelos vistos não morreu à fome e teve a felicidade de estudar e não foi apanhado no 25 de Abril de mão estendida a pedir esmola, como tantos outros seus "camaradas" que agora de papo cheio vieram do antigamente para exercerem posições governativas.

O Deputado Pacheco Pereira que não vislumbrava, no tempo do Dr. Salazar, uma esperança de vida futura deve estar muito enganado se pensa que foi com a revolução dos cravos que ganhou a liberdade para conseguir o que queria com a "liberdade" agora conquistada. Engana-se pois a esperança de muita gente num melhor futuro está a ser hipotecada com as facilidades que a democracia lhes dá, pois para ganharem o sustento do dia-a-dia, infelizrnente, são obrigados a mudar de camisa conforme a música, como fazem os deputados deste País que defendem o tacho pouco se importando com quem à volta se governa com o dinheiro que vem de fora e com aquele que ainda se encontra nos cofres do Estado, amealhado honestamente pelo Dr.Oliveira Salazar.

Falar de barriga cheia, com a promessa de uma reforma ao fim de 10 anos de trabalho (trabalho?) como deputado, não custa nada, como também fazer obras com o que é mendigado no exterior torna-se fácil.

A sorte do deputado Pacheco Pereira é ter nascido em Portugal no tempo do Dr. Salazar ou já se esqueceu que o Homem que ataca safou Portugal de entrar na II Guerra Mundial, dando a oportunidade ao seu pai de não morrer na ponta de uma baioneta nazi, perdendo-se assim o "prazer" de o termos agora aqui a dizer mal do passado.

O deputado Pacheco Pereira que se juntou aos "camaradas analfabetos" surgidos com a Abrilada mostraram sem dúvida serem analfabetos já que sem estudos e instrução, mas convencidos de serem mais "espertos" que os de antigamente, fizeram a borrada que foi a descolonização que colocou na pobreza milhares de portugueses sem esperanças no futuro, deixando para trás um Ultramar vazio de valores humanos, com uma população de milhões de pessoas a viverem na mais carente miséria, e sem precisar de concluir que, em Portugal, a situação fictícia em que vivem os portugueses é pura fantasia saloia.

Na festa dos 25 anos do "Expresso" não premiaram ninguém nascido depois do 25 de Abril. Foram apenas galardoados 23 presumíveis "analfabetos" já que o futebolista Figo, que dá pontapés na bola não precisa para isso ser doutor. Quanto a Rosa Mota, coitadinha, ficou analfabeta depois do tal 25 de Abril, não é deputado Pacheco Pereira?

Parece mentira mas não é, em Moçambique e Angola nunca antes do 25 de Abril de 74 vi algum preto nas ruas de mão estendida a pedir esmola.

Em 1961 e 1968 passeando pela Europa, dei de caras com muitos mendigos brancos nas ruas á espera da caridade alheia.

Na Europa e no Mundo inteiro existem analfabetos que os países atingidos não gostam de comentar nem andam a propagandear como geralmente é aproveitado pelos portugueses sempre prontos para nos envergonhar dizendo mal da sua terra natal.

Que existia pouca esperança de vida futura é uma verdade, mas isso era na ex-URSS, deputado Pacheco Pereira. Onde quem não era do partido comunista tinha os dias contados, ou morrer no Gulag ou trabalhar na Sibéria como escravo.

Deputado Pacheco Pereira, se pensa que os portugueses em liberdade" e "sem censura" passaram a viver melhor do que antigamente, está redondamente equivocado. Lá porque todos têm automóvel, telefone portátil e deixaram de comer sardinhas para encherem a mula com mariscos não quer dizer que estão hem de vida. Estão todos endividados e querem mostrar uma vida de novos ricos que pensam que são.

Se a justiça fosse mais severa metade da população portuguesa estaria a ver o sol aos quadradinhos.

Razão tinha o Dr. António de Oliveira Salazar quando confessou que o seu nome seria retirado da ponte que mandou construir.

Ao tentar apagar o passado com esse gesto mesquinho e hipócrita, os políticos ambiciosos e oportunistas que surgiram com a revolução militar dos cravos tentaram, inutilmente, fazer esquecer a figura de um Homem que serviu a Pátria com patriotismo e honestidade. Quase é recordado diariamente para o insultarem. Estão mostrando de verdade a pequenez dos seus comportamentos delapidando a herança que ele nos deixou quando, orgulhosamente só, sem ajudas exteriores e um Utramar prodigioso colocou Portugal a par das nações poderosas como um aliado a não rejeitar.

Mas infelizmente a presente realidade é outra e não podemos fugir a ela. Ao abandonar o Ultramar e rejeitar o escudo, a Nação Portuguesa vive às custas dos subsídios europeus, presta vassalagem aos novos régulos de Africa, coloca-se de cócoras perante os mais ricos e aceita de espinha dobrada as suas ordens.

Um Portugal aos poucos transformado em pó de traque.

Por que razão, deputado Pacheco Pereira, a realeza europeia procurou Portugal para viver quando a II Guerra Mundial devastava para lá das nossas fronteiras neutras?
Se era miserável, analfabeta e com poucas esperanças de vida o que veio essa gente toda procurar em Portugal?

Não seria preferível escolherem a América do Sul tão longe da Europa a arder do que cair nas mãos "sanguinárias" do "ditador" que com inteligência superior poupou Portugal e os portugueses a uma guerra dolorosa?

Para terminar, deputado Pacheco Pereira, tenho a dizer o seguinte: a esperança duma vida sem problemas financeiros dos reformados que estão na terceira idade é nula.

A geração que nasceu e estuda depois da "gloriosa revolução dos cravos" tem comportamentos de educação e instrução que mais parecem de selvagens.

No que diz respeito à pobreza que deixou de existir com o "heróico movimento dos capitães",o que anda a fazer aquela gente toda no Rossio (sem falar de outros lugares) de mão estendida ou a mostrar as mazelas fisicas?

Não estou a falar dos pretos que lá estão, o lugar deles seria nas suas terras a plantar banana, refiro-me aos brancos, homens e mulheres... »
 ..........
 
Pacheco Pereira só demonstra a sua pobreza de espirito, para não dizer pura cretinice, na "Opinião" dada a «Sábado»... Sinceramente nem creio que tenha dito o que disse por acreditar nisso (só se sofrer de estupidez crónica), penso que o disse por ser políticamente útil e conveniente... o medo que o Povo acorde de vez e acabe com as abissais mordomias dos inúteis da política de hoje é imenso!!!
 
***
Vá escrevendo asneiras no seu blog... realmente não demonstra capacidade para mais absolutamente nada... Apenas se torna em mais um exemplo daquilo que se tem de mudar na política actual.
 

 

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Um TGV para os Espanhóis passearem, porque os Portugueses nem para comer têm dinheiro.
Por outro lado existem comboios em Portugal que até chuva deixam entrar nas suas carruagens e para esses não existe dinheiro para serem substituídos.
Coisas megalómanas que este governo quer fazer.
O crescimento deverá ser harmónico e conjuntural para todo o País e não diferenciado como se pretende.
Porque não se ir para comboios de velocidade alta de mais baixos custos?
Países ricos adoptaram esta solução... porque não os imitamos, evitando-se gastos excessivos numa economia debilitada como o nossa?


TGV = Vaidade Sócrates + Obra do regime + Interesses franceses = miséria de Portugal, Burrice dos Governantes e Passividade dos «Portugas Abrilistas Esquerdistas» que certamente vão votar PS nas próximas eleições. vai uma aposta?

 


Apenas gostaria fazer os seguintes comentários:

O Alfa Pendular poderia andar a 250km/h.. contudo só anda a 100km/h->150km/h salvo erro. Ou seja, porque pretendem um TGV quando porque dizem, só querem andar a 250km/h ?
já agora... porque é que o preço do comboio de Porto - Lisboa ida e volta custa à volta de 40 a 60€, e das camionetas custa cerca de 20 a 24€ senão mais ? Tendo atenção que tem que pagar o gasóleo, portagens, motorista...

Se pretendem melhorar realmente o sistema ferrovia... porque não fazer linhas decentes.. Porque se usarem o mesmo por onde passa o alfa... primeiro não vai dar 200 nem 250, além de que basta o inverno para os comboios pararem todos em Águeda...

Já agora quem vai pagar a electricidade para colocar um TGV a andar?

Leiam e prestem atenção!.....
 
 
O Governo Português vai gastar com a construção do TGV... 8 mil milhões de euros. Vejam a enormidade do valor, para por mais rápido em tempo de férias os Alemães, os Ingleses, os Franceses, os Espanhóis etc. no nosso (nosso?) País.
 
 
Este valor que o governo vai dispensar, DARIA PARA PAGAR AS REFORMAS DOS PORTUGUESES ATÉ AO ANO....2040.....
 
sem estar a tirar regalias aos que descontam nem aos viúvos e viuvas deste País...Que incompetentes....mas quem manda nestes imbecis do Governo é a UE.

Pergunta-se? Será preciso Governo?
Há pois... as reformazinhas ao fim de oito anos de asneiras....!

comentários recentes
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So o fazem porque "NÓS" deixamos!!!! Porque vergon...
Outro realmente... Não interessa se o preço a paga...
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